domingo, 12 de janeiro de 2014
domingo, 22 de dezembro de 2013
RAUL CALANE DA SILVA - NATAL QUE DESEJO
Querida(s)
amiga (s), querido (s) amigo(s)
Querida(s)
irmã(s) e querido(s) irmão(s) espiritual (ais)
Tiremos com muito Amor Jesus-Nós das
palhas dos estábulos, das ruas lamacentas, dos becos palúdicos, das casas
precárias e paupérrimas e, meigamente, aconcheguemos o Nós-Jesus com mãos de
amparo, de partilha, de verdadeira fraternidade solidária para que a vida
comece a renascer com mais Luz.
Nestes
Tempos já Chegados não percamos mais
horas terrestres no fausto das consoadas repletas de brilho consumista e, com
coragem e verdadeira compaixão, plantemos em cada dia do ano a verdadeira
árvore de Natal na casa dos mais carenciados, ensinando-lhes a ler e a
escrever, dando-lhes formação e, em comunhão, abrir também poços, arar os
campos, construir estradas e pontes para que a multiplicação do pão se faça,
para que um novo sorriso brote espontâneo dos lábios sequiosos e das bocas
famintas e saiamos de vez do ciclo vicioso da pobreza.
Atenuemos, assim, a distância ainda prevalecente entre
Nós e Jesus, entre o Deus que habita em Nós e Nós-Mesmos e assumamos sem medo a
nossa divindade, assumamo-la sem mais delongas para que cada Ser Humano se
descubra como Divino, como Ser Misericordioso e repleto de Compaixão para, deste
modo, podermos libertar de vez o nosso planeta do sangue das guerras, das
injustiças atrozes, das pavorosas assimetrias sócio-económicas.
Consequentemente e em resposta, a Natureza, agredida
pelos nossos ódios, pelas nossas raivas e rancores, pelo nosso orgulho e ambições materialistas sem limite, comece a atenuar a presente revolta legítima
contra nós, manifestada pela fúria dos elementos – tempestades medonhas, tsunamis e terramotos devastadores,
secas horrorosas – a Natureza, libertada dessas energias tão negativas, insufladas e criadas por Nós, possa também, e finalmente, voltar a ser a nossa
companheira amiga, o lar que o Criador Incriado nos deu para o habitarmos com
Equilíbrio, Sustentação e Amor.
Queridas
e queridos irmãs e irmãos, amigos e família espiritual.
Façamos renascer Jesus, fazendo renascer em Nós o Amor
Incondicional e, com Ele, a Paz tão necessária e urgente! Só assim podemos desejar
com Amor um FELIZ E SANTO NATAL PARA TODOS!
Um
grande abraço deste vosso servo e eterno servidor,
Raul Calane da Silva
(Inhambane, Natal de 2013)
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
ANOITECER NO SOWETO - de OSWALD MBUYISEMI MTSHALI
ANOITECER NO SOWETO
O anoitecer vem como
uma doença temida
que se escoa pelos poros
de um corpo saudável
e devastando-o sem remédio
A mão de um assassino,
à espreita nas sombras,
apertando o punhal,
derruba a vítima indefesa.
Eu sou a vítima.
Estou abatido
todas as noites nas ruas.
Estou encurralado pelo medo
roendo meu coração tímido;
na minha impotência eu definho.
O homem deixou de ser homem
O homem tornou-se besta
O homem tornou-se presa.
Eu sou a presa;
Eu sou a pedreira a ser demolida
pela besta de saqueadores
solta ao cair da noite cruel
de sua jaula da morte.
Onde é o meu refúgio?
Onde estou eu seguro?
Não na caixa de fósforos, que me serve de casa
Onde estou barricado contra o anoitecer.
Tremo aos seus passos esmagadores,
Tremo às suas pancadas ensurdecedoras na porta.
"Abre!" grita ele como um cachorro raivoso
Sedento do meu sangue.
Anoitecer! Anoitecer!
És meu inimigo mortal.
Mas por que nasceste tu?
Por que não pode ser já dia?
Dia para sempre?
OSWALD MBUYISEMI MTSHALI
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
É OUTONO - Novo Poema de Deolinda Domingues Alves
Um poema de Deolinda Domingues Alves, que celebra as alegrias da estação do ano antes da chegada do Inverno.
É o "invulgar cromatismo" das árvores e da própria Natureza, a chuva, o aroma dos frutos, as uvas e as castanhas assadas...
É OUTONO
E a Natureza
Numa encenação artística
Veste-se, com elegância,
Dum invulgar cromatismo,
Plena de poesia
E de romantismo
As árvores prendem as folhas
Já amarelecidas
Que dançam
Debaixo dos seus ramos
E tombam no chão,
Já desfalecidas
A chuva
Tão desejada,
Cai sobre a terra em pó,
Onde a sede corre
Já sentimos o aroma dos frutos
Duma época tão pródiga!
As videiras,
Nas encostas e nos vales
Duramente modelados,
Oferecem-nos as suas uvas
E, em festa,
Vai o lavrador cortando,
Pisando,
Envasilhando...
O doce sumo
Para obter o delicioso néctar
Depois lá estão
As castanhas a assar;
- Quentes e boas!
Oh! Que rico manjar
É o "invulgar cromatismo" das árvores e da própria Natureza, a chuva, o aroma dos frutos, as uvas e as castanhas assadas...
É OUTONO
E a Natureza
Numa encenação artística
Veste-se, com elegância,
Dum invulgar cromatismo,
Plena de poesia
E de romantismo
As árvores prendem as folhas
Já amarelecidas
Que dançam
Debaixo dos seus ramos
E tombam no chão,
Já desfalecidas
A chuva
Tão desejada,
Cai sobre a terra em pó,
Onde a sede corre
Já sentimos o aroma dos frutos
Duma época tão pródiga!
As videiras,
Nas encostas e nos vales
Duramente modelados,
Oferecem-nos as suas uvas
E, em festa,
Vai o lavrador cortando,
Pisando,
Envasilhando...
O doce sumo
Para obter o delicioso néctar
Depois lá estão
As castanhas a assar;
- Quentes e boas!
Oh! Que rico manjar
Deolinda Domingues Alves
Leiria
Fotos de Fernando Ferreira
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
35 PRINCIPAIS MARCAS DE RELÓGIOS
Como se sabe, a Suíça é o país por excelência para o fabrico de relógios. A sua indústria de relojoaria teve as suas raízes em meados do séc. XVI.
Em 1541, Calvino proibiu o uso de jóias, o que levou os artífices a virarem-se para o fabrico de relógios.
No fim do século, os fabricados em Genève tinham já uma reputação de altíssima qualidade.
Cem anos mais tarde, havia já uma legião de relojoeiros naquela cidade, o que levou alguns a mudarem-se para as montanhas da região do Jura.
Em 1790, Genève exportava já para cima de 60 mil relógios.
Nos nossos dias, marcas francesas, alemãs, italianas, inglesas e de outros países, projectam as suas "máquinas de medir o tempo" nos seus próprios países, mas fazem questão de que sejam fabricadas na Suíça, por uma questão de prestígio. Tudo isto, a par das marcas suíças de origem.
35 Marcas Principais de Relógios (por ordem alfabética), respectivos países de origem e "sites" na Internet:
Em 1541, Calvino proibiu o uso de jóias, o que levou os artífices a virarem-se para o fabrico de relógios.
No fim do século, os fabricados em Genève tinham já uma reputação de altíssima qualidade.
Cem anos mais tarde, havia já uma legião de relojoeiros naquela cidade, o que levou alguns a mudarem-se para as montanhas da região do Jura.
Em 1790, Genève exportava já para cima de 60 mil relógios.
Nos nossos dias, marcas francesas, alemãs, italianas, inglesas e de outros países, projectam as suas "máquinas de medir o tempo" nos seus próprios países, mas fazem questão de que sejam fabricadas na Suíça, por uma questão de prestígio. Tudo isto, a par das marcas suíças de origem.
35 Marcas Principais de Relógios (por ordem alfabética), respectivos países de origem e "sites" na Internet:
A. LANGE
& SOEHNE - Alemanha
AUDEMARS PIGUET - Suíça
BAUME ET MERCIER - Suíça
BELLROSS - Suíça
BLANCPAIN - Suíça
BREGUET - Suíça
B. R. M. - França
CARTIER - França
CHANEL - França
CHOPARD - Suíça
CORUM - Suíça
DIOR - França
GIRARD PERREGAUX - Suíça
HUBLOT - Suíça
IWC - Suíça
JAEGER LECOULTRE - Suíça
L LEROY – França
www.montres-leroy.com/
LOUIS VUITTON - França
MONTBLANC - Alemanha
OMEGA - Suíça
PANERAI - Itália
PATEK PHILIPPE - Suíça
PIAGET - Suíça
RICHARD MILLE - Suíça
ROGER DUBUIS - Suíça
ROLEX - Suíça
TAG HEUER - Suíça
TUDOR - Suíça
VACHERON CONSTANTIN - Suíça
ZENITH - Suíça
domingo, 10 de novembro de 2013
"OUTONO" - um poema de Deolinda Domingues Alves
A exuberância da química das cores do Outono é realçada neste poema de Deolinda Domingues Alves, num notável exercício de contemplação: o laranja e o vermelho ("encarnado"), o negro e o roxo, o verde e o azul, o claro e o escuro, todas as tonalidades se conjugam para a Natureza ir revelando esta sua fase de transição, entre a "longa secura" do Verão e os dias frios do Inverno, que se aproxima sem piedade.
As vinhas e os pomares plenos de frutos, o cair da folha, a terra molhada, a celebração da vida neste aspecto particular do equinócio outonal, com a natureza a envelhecer e os belos entardeceres já a pedirem outros aconchegos.
Deolinda Domingues Alves termina este seu poema com uma nota nostálgica, ao referir-se à Natureza, que fica triste quando um poeta eventualmente deixa de estar entre nós.
OUTONO
Uma exuberância de cores
Estende-se p'la terra escura
Que já refrescou,
Após longa secura
O laranja e o encarnado
- As cores do entardecer.
E, com elas, se vestem as nuvens
Pr'a embalarem o sol poente
Quando vai adormecer
O contraste
E a mistura do claro e do escuro!...
O negro e o roxo
- As cores das muitas mágoas;
O matiz deleitoso,
Do verde e do azul das águas
No vale e na colina,
Cumprindo o ciclo da vida,
Vinhedos e pomares
Oferecem a delícia dos frutos
Com uma ternura divina!
E, num misto de oração
E de poesia bem sentida,
As árvores deixam cair
Lágrimas de madrugada
Pr'a celebrar o amor
Pela terra já humedecida
Com uma doação infinita
Vai-se revelando a Natureza,
Enquanto os poetas
Celebram a vida
Nos poemas que escrevem,
Repletos de singular beleza
Mas, se um poeta morre,
Invade-nos a nostalgia,
Fica triste a Natureza,
Chora, de saudade, a poesia!...
Deolinda Domingues Alves - Leiria
As vinhas e os pomares plenos de frutos, o cair da folha, a terra molhada, a celebração da vida neste aspecto particular do equinócio outonal, com a natureza a envelhecer e os belos entardeceres já a pedirem outros aconchegos.
Deolinda Domingues Alves termina este seu poema com uma nota nostálgica, ao referir-se à Natureza, que fica triste quando um poeta eventualmente deixa de estar entre nós.
OUTONO
Uma exuberância de cores
Estende-se p'la terra escura
Que já refrescou,
Após longa secura
O laranja e o encarnado
- As cores do entardecer.
E, com elas, se vestem as nuvens
Pr'a embalarem o sol poente
Quando vai adormecer
O contraste
E a mistura do claro e do escuro!...
O negro e o roxo
- As cores das muitas mágoas;
O matiz deleitoso,
Do verde e do azul das águas
No vale e na colina,
Cumprindo o ciclo da vida,
Vinhedos e pomares
Oferecem a delícia dos frutos
Com uma ternura divina!
E, num misto de oração
E de poesia bem sentida,
As árvores deixam cair
Lágrimas de madrugada
Pr'a celebrar o amor
Pela terra já humedecida
Com uma doação infinita
Vai-se revelando a Natureza,
Enquanto os poetas
Celebram a vida
Nos poemas que escrevem,
Repletos de singular beleza
Mas, se um poeta morre,
Invade-nos a nostalgia,
Fica triste a Natureza,
Chora, de saudade, a poesia!...
Deolinda Domingues Alves - Leiria
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