TEXTO DE PEDRO MIGUEL
«Indo directamente ao assunto, o percurso do projecto Yesterday tem sido discreto, mas sobretudo muito despreocupado. Só assim se explica que, ao sexto disco, Pedro Augusto seja ainda um desconhecido do grande público.»
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Yesterday: Isto não é um manifesto | Preguiça Magazine
quinta-feira, 3 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
NAVIO “ANGOCHE” - 23 de Abril de 1971
NAVIO “ANGOCHE”
No dia 23 de Abril de 1971 - vai fazer 43 anos - o navio "Angoche" foi assaltado em alto mar, na costa de Moçambique, quando ia em viagem para o Norte.
Os 22 tripulantes foram levados para a Tanzânia e eventualmente assassinados em Nachingwea, uma base da Frelimo.
Supõe-se que o assalto tenha sido feito por meios navais soviéticos, talvez um submarino e foram encontradas manchas de sangue no navio, o que faz supor que foi usada violência contra os tripulantes.
O jornal "Notícias" de Lourenço Marques foi impedido pela Comissão de Censura de divulgar qualquer informação, o mesmo acontecendo com os jornais de Lisboa.
O jornal "Star" de Joanesburgo, que era vendido na esquina do "Continental", em Lourenço Marques, começou a referir-se ao assunto a partir da última semana desse mês de Abril de 1971. As informações eram poucas e as suposições eram muitas. "Diz-se", "fala-se", "supõe-se"...
O mesmo acontecia com a Rádio Brazaville e a Rádio RSA de Joanesburgo, que transmitiam em português. Ou com as emissões em inglês da BBC e da Voz da América. Todas escutadas por mim em Onda Curta.
Nunca ouvi a Rádio Moscovo e a "Voz da Frelimo" (através da Rádio Tanzânia) referirem-se ao assunto em Abril/Maio de 1971, apesar de eu as escutar todos os dias para o efeito.
Ainda hoje permanece o mistério sobre o que teria acontecido aos tripulantes e a um provável passageiro (chamava-se José António e era "patrão de rebocadores", comandando o leme do barco que fazia diariamente a travessia Lumbo / Ilha de Moçambique), que viajavam a bordo do navio "Angoche".
Só 3 dias depois, a 26 de Abril de 1971, o navio foi abordado pelas autoridades portuguesas, pelo que houve quem se interrogasse em Moçambique se não teria sido tempo demais para dar pela falta de um navio daquele tamanho e com uma carga daquela natureza.
Usou-se o clásico raciocínio do "Motivo, Meios e Oportunidade" para tentar peceber o que se tinha passado:
- Motivo e Oportunidade: a Frelimo e a União Soviética, porque o "Angoche" transportava material de guerra;
- Meios: apenas a União Soviética, porque a Frelimo não tinha meios navais para um assalto em alto-mar.
Por motivos óbvios estratégicos e porque um acto de pirataria contra um navio mercante civil não honra particularmente quem o pratica, a URSS nunca falou no assunto.
Três anos depois, com o golpe militar de 25 de Abril em Lisboa, desapareceu o relatório secreto sobre o assunto.
Assim se passaram 43 anos sem que a opinião pública tivesse tido o direito de saber o que aconteceu.
Haverá pessoas daquele tempo que sabem o que se passou ou que tiveram acesso ao relatório.
É tempo de quebrarem o silêncio!
No dia 23 de Abril de 1971 - vai fazer 43 anos - o navio "Angoche" foi assaltado em alto mar, na costa de Moçambique, quando ia em viagem para o Norte.
Os 22 tripulantes foram levados para a Tanzânia e eventualmente assassinados em Nachingwea, uma base da Frelimo.
Supõe-se que o assalto tenha sido feito por meios navais soviéticos, talvez um submarino e foram encontradas manchas de sangue no navio, o que faz supor que foi usada violência contra os tripulantes.
O jornal "Notícias" de Lourenço Marques foi impedido pela Comissão de Censura de divulgar qualquer informação, o mesmo acontecendo com os jornais de Lisboa.
O jornal "Star" de Joanesburgo, que era vendido na esquina do "Continental", em Lourenço Marques, começou a referir-se ao assunto a partir da última semana desse mês de Abril de 1971. As informações eram poucas e as suposições eram muitas. "Diz-se", "fala-se", "supõe-se"...
O mesmo acontecia com a Rádio Brazaville e a Rádio RSA de Joanesburgo, que transmitiam em português. Ou com as emissões em inglês da BBC e da Voz da América. Todas escutadas por mim em Onda Curta.
Nunca ouvi a Rádio Moscovo e a "Voz da Frelimo" (através da Rádio Tanzânia) referirem-se ao assunto em Abril/Maio de 1971, apesar de eu as escutar todos os dias para o efeito.
Ainda hoje permanece o mistério sobre o que teria acontecido aos tripulantes e a um provável passageiro (chamava-se José António e era "patrão de rebocadores", comandando o leme do barco que fazia diariamente a travessia Lumbo / Ilha de Moçambique), que viajavam a bordo do navio "Angoche".
Só 3 dias depois, a 26 de Abril de 1971, o navio foi abordado pelas autoridades portuguesas, pelo que houve quem se interrogasse em Moçambique se não teria sido tempo demais para dar pela falta de um navio daquele tamanho e com uma carga daquela natureza.
Usou-se o clásico raciocínio do "Motivo, Meios e Oportunidade" para tentar peceber o que se tinha passado:
- Motivo e Oportunidade: a Frelimo e a União Soviética, porque o "Angoche" transportava material de guerra;
- Meios: apenas a União Soviética, porque a Frelimo não tinha meios navais para um assalto em alto-mar.
Por motivos óbvios estratégicos e porque um acto de pirataria contra um navio mercante civil não honra particularmente quem o pratica, a URSS nunca falou no assunto.
Três anos depois, com o golpe militar de 25 de Abril em Lisboa, desapareceu o relatório secreto sobre o assunto.
Assim se passaram 43 anos sem que a opinião pública tivesse tido o direito de saber o que aconteceu.
Haverá pessoas daquele tempo que sabem o que se passou ou que tiveram acesso ao relatório.
É tempo de quebrarem o silêncio!
sexta-feira, 28 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Um verso em forma de bicicleta | Preguiça Magazine | TEXTO DE PEDRO MIGUEL
Um verso em forma de bicicleta | Preguiça Magazine
Parece que há uma tendência para personalizar tudo. Cada vez se aposta mais no produto diferenciado. Desde a playlist de música no Spotify ao site do automóvel, onde se pode escolher a cor por catálogo. Assim sendo, porque não fazer o mesmo para as bicicletas? Era o passo lógico. Há uma nova loja em Leiria que pode interessar a quem gosta de ter tudo à sua maneira, nunca esquecendo por outro lado, os verdadeiros clássicos do pedal.
Parece que há uma tendência para personalizar tudo. Cada vez se aposta mais no produto diferenciado. Desde a playlist de música no Spotify ao site do automóvel, onde se pode escolher a cor por catálogo. Assim sendo, porque não fazer o mesmo para as bicicletas? Era o passo lógico. Há uma nova loja em Leiria que pode interessar a quem gosta de ter tudo à sua maneira, nunca esquecendo por outro lado, os verdadeiros clássicos do pedal.
É brisa ó chocolate | Preguiça Magazine | TEXTO DE PEDRO MIGUEL
É brisa ó chocolate | Preguiça Magazine
TEXTO DE PEDRO MIGUEL
Há um sítio em Lisboa onde se ouvem músicas, cujas capas ainda têm o selo da antiga loja de discos leiriense Terceto, uma balança que já esteve no antigo café Tofa da Avenida Heróis de Angola, Brisas do Lis made in Mira d’Aire e,sim, um harém de chocolates que só não é interdito a menores de 18 porque não se nega um docinho seja a quem for.
TEXTO DE PEDRO MIGUEL
Há um sítio em Lisboa onde se ouvem músicas, cujas capas ainda têm o selo da antiga loja de discos leiriense Terceto, uma balança que já esteve no antigo café Tofa da Avenida Heróis de Angola, Brisas do Lis made in Mira d’Aire e,sim, um harém de chocolates que só não é interdito a menores de 18 porque não se nega um docinho seja a quem for.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Manifestations, salons, rallyes et rassemblements de voitures anciennes : l'agenda LVA Auto
Manifestations, salons, rallyes et rassemblements de voitures anciennes : l'agenda LVA Auto
Notre sélection de 50 manifestations auto
Manifestations auto parmi les catégories « Exposition », « Salon » et « Course (circuit), Grand Prix, V.H.C » par ordre chronologique. Pour obtenir les manifestations à venir dans d'autres catégories , veuillez faire une recherche.
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