domingo, 21 de outubro de 2012

NÃO ME PRENDAM MAIS...

NÃO ME PRENDAM MAIS...
DE DEOLINDA DOMINGUES ALVES (LEIRIA)

Não me prendam mais
Não me dêem falsas razões.
Vou com as aves
Pelo infinito sem limites,
Abrir o coração
Para sentir a angústia
E as incertezas
No rosto sombrio do meu País

Sigo sem destino.
Levo apenas um sorriso
Na palma da mão,
Que vou soltar devagarinho,
Não vá o mar acordar
E a onda enraivecer

Deixo um beijo de mágoa
E o peso que me sufoca o peito,
Para me sentir mais leve
Neste percurso solitário...

E, já no cimo da montanha,
Lancei um triste olhar
Pelo espaço além.
Avistei enormes campos;
Uns, feitos em cinzas,
Outros, sós e de ninguém!

Mas quando o sol doirado,
Veio de mansinho
Apagar a sua luz,
Quedei-me ali
Embalada pelos mistérios da noite
E, cansada, adormeci...

Deolinda Domingues Alves
(Leiria)

sábado, 20 de outubro de 2012

MANIFESTO EM DEFESA DA CIVILIZAÇÃO

MANIFESTO EM DEFESA DA CIVILIZAÇÃO

«Vivemos hoje um período de profunda regressão social nos países ditos desenvolvidos. A crise atual apenas explicita a regressão e a torna mais dramática. Os exemplos multiplicam-se. Em Madri uma jovem de 33 anos, outrora funcionária dos Correios, vasculha o lixo colocado do lado de fora de um supermercado. Também em Girona, na Espanha, diante do mesmo problema a Prefeitura mandou colocar cadeados nas latas de lixo. O objetivo alegado é preservar a saúde das pessoas. 

Em Atenas, na movimentada Praça Syntagma situada em frente ao Parlamento, Dimitris Christoulas, químico aposentado de 77 anos, atira contra a própria cabeça numa manhã de quarta-feira. Na nota de suicídio ele afirma ser essa a única solução digna possível frente a um Governo que aniquilou todas as chances de uma sobrevivência civilizada. Depois de anos de precários trabalhos temporários o italiano Angelo di Carlo, de 54 anos, ateou fogo a si próprio dentro de um carro estacionado em frente à sede de um órgão público de Bologna. 

Em toda zona do euro cresce a prática medieval de anonimamente abandonar bebês dentro de caixas nas portas de hospitais e igrejas. A Inglaterra do Lord Beveridge, um dos inspiradores do Welfare State, vem cortando recorrentemente alguns serviços especializados para idosos e doentes terminais. Cortes substantivos no valor das aposentadorias e pensões constituem uma realidade cada vez mais presente para muitos integrantes da chamada comunidade europeia. Por toda a Europa, museus, teatros, bibliotecas e universidades públicas sofrem cortes sistemáticos em seus orçamentos. Em muitas empresas e órgãos públicos é cada vez mais comum a prática de trabalhar sem receber. Ainda oficialmente empregado é possível, ao menos, manter a esperança de um dia ter seus vencimentos efetivamente pagos. Em pior situação está o desempregado. Grande parte deles são jovens altamente qualificados. 

A massa crescente de excluídos não é um fenômeno apenas europeu. O mesmo acontece nos EUA. Ali, mais do que em outros países, a taxa de desemprego tomada isoladamente não sintetiza mais a real situação do mercado de trabalho. A grande maioria daqueles que hoje estão empregados ocupam postos de trabalhos precários e em tempo parcial concentrados no setor de serviços. Grande parte dos postos mais qualificados e de melhor remuneração da indústria de transformação foram destruídos pela concorrência chinesa. 

Nesse cenário, a classe média vai sendo espremida, a mobilidade social é para baixo e o mercado de trabalho vai ficando cada vez mais polarizado no país das oportunidades. No extremo superior, pouquíssimos executivos bem remunerados que têm sua renda diretamente atrelada ao mercado financeiro. No extremo inferior, uma massa de serviçais pessoais mal pagos sem nenhuma segurança, que vivem uma realidade não muito diferente dos mais de 100 milhões que recebem algum tipo de assistência direta do Estado. O Welfare State, ao invés de se espalhar pelo planeta, encampando as tradicionais hordas de excluídos, encolhe, aumentando a quantidade de deserdados. 

Muitos dirão que essa situação será revertida com a suposta volta do crescimento econômico e a retomada do investimento na indústria de transformação nestes países. Não é verdade. É preciso aceitar rapidamente o seguinte fato: no capitalismo, o inevitável avanço do progresso tecnológico torna o trabalho redundante. O exponencial aumento da produtividade e da produção industrial é acompanhado pela constante redução da necessidade de trabalhadores diretos. Uma vez excluídos, reincorporam-se – aqueles que o conseguem – como serviçais baratos dentro de um circuito de renda comandado pelos detentores da maior parcela da riqueza disponível. Por isso mesmo, a crescente desigualdade de renda é funcional para explicar a dinâmica desse mercado de trabalho polarizado. 

Diante desse quadro, uma pergunta torna-se inevitável: estamos nós, hoje, vivendo uma crise que nega os princípios fundamentais que regem a vida civilizada e democrática? E se isso for verdade: quanto tempo mais a humanidade suportará tamanha regressão? 

A angústia torna-se ainda maior quando constatamos que as possibilidades de conforto material para a grande maioria da população deste planeta são reais. É preciso agradecer ao capitalismo, e ao seu desatinado desenvolvimento, pela exuberância de riqueza gerada. Ele proporcionou ao homem o domínio da natureza e uma espantosa capacidade de produzir em larga escala os bens essenciais para as satisfações das necessidades humanas imediatas. Diante dessa riqueza, é difícil encontrar razões para explicar a escassez de comida, de transporte, de saúde, de moradia, de segurança contra a velhice, etc. Numa expressão, escassez de bem estar! 

Um bem estar que marcou os conhecidos “anos dourados” do capitalismo. A dolorosa experiência de duas grandes guerras e da depressão pós 1929, nos ensinou que deveríamos limitar e controlar as livres forças do mercado. Os grilhões colocados pela sociedade na economia explicam quase 30 anos de pleno emprego, aumento de salários e lucros e, principalmente, a consolidação e a expansão do chamado Estado de Bem Estar Social. Os direitos garantidos pelo Estado não deveriam ser apenas individuais, mas também coletivos. Vale dizer: sociais. Dessa maneira, ao mesmo tempo em que o direito à saúde, à previdência, à habitação, à assistência, à educação e ao trabalho eram universalizados, milhares de empregos públicos de médicos, enfermeiras, professores e tantos outros eram criados. 

O Welfare State não pode ser interpretado como uma mera reforma do capitalismo, mas sim como uma grande transformação econômica, social e política. Ele é, nesse sentido, revolucionário. Não foi um presente de governos ou empresas, mas a consequência de potentes lutas sociais que conseguiram negociar a repartição da riqueza. Isso fica sintetizado na emergência de um Estado que institucionalizou a ética da solidariedade. O individuo cedeu lugar ao cidadão portador de direitos. No entanto, as gerações que cresceram sob o manto generoso da proteção social e do pleno emprego acabaram por naturalizar tais conquistas. As novas e prósperas classes médias esqueceram que seus pais e avós lutaram e morreram por isso. Um esquecimento que custa e custará muito caro às gerações atuais e futuras. Caminhamos para um Estado de Mal Estar Social! 

Essa regressão social começou quando começamos a libertar a economia dos limites impostos pela sociedade, já no início dos anos 70. Sob o ideário liberal dos mercados, em nome da eficiência e da competição, a ética da solidariedade foi substituída pela ética da concorrência ou do desempenho. É o seu desempenho individual no mercado que define sua posição na sociedade: vencedor ou perdedor. Ainda que a grande maioria das pessoas seja perdedora e não concorra em condições de igualdade, não existem outras classificações possíveis. Não por acaso o principal slogan do movimento Occupy Wall Street é “somos os 99%”. Não por acaso, grande parte da população espanhola está indignada. 

Mesmo em um país como o Brasil, a despeito dos importantes avanços econômicos e sociais recentes, a outrora chamada “dívida social” ainda é enorme e se expressa na precariedade que assola todos os níveis da vida nacional. Não se pode ignorar que esses caminhos tomados nos países centrais terão impactos sob essa jovem democracia que busca, ainda, universalizar os direitos de cidadania estabelecidos nos meados do século passado nas nações desenvolvidas.

Como então acreditar que precisamos escolher entre o caos e austeridade fiscal dos Estados, se essa austeridade é o próprio caos? Como aceitar que grande parte da carga tributária seja diretamente direcionada para as mãos do 1% detentor de carteiras de títulos financeiros? Por que a posse de tais papéis que representam direitos à apropriação da renda e da riqueza gerada pela totalidade da sociedade ganham preeminência diante das necessidades da vida dos cidadãos? Por que os homens do século XXI submetem aos ditames do ganho financeiro estéril o direito ao conforto, à educação e à cultura? 

As respostas para tais questões não serão encontradas nos meios de comunicação de massa. Os espaços de informação e de formação da consciência política e coletiva foram ocupados por aparatos comprometidos com a força dos mais fortes e controlado pela hegemonia das banalidades. É mais importante perguntar o que o sujeito comeu no café da manhã do que promover reflexões sobre os rumos da humanidade. 

A civilização precisa ser defendida! As promessas da modernidade ainda não foram entregues. A autonomia do indivíduo significa a liberdade de se auto-realizar. Algo impensável para o homem que precisa preocupar-se cotidianamente com sua sobrevivência física e material. Isso implica numa selvageria que deveria ficar restrita, por exemplo, a uma alcateia de lobos ferozes. Ao longo dos últimos de 200 anos de história do capitalismo, o homem controlou a natureza e criou um nível de riqueza capaz de garantir a sobrevivência e o bem estar de toda a população do planeta. Isso não pode ficar restrito para uma ínfima parte. Mesmo porque, o bem estar de um só é possível quando os demais à sua volta encontram-se na mesma situação. Caso contrário, a reação é inevitável, violenta e incontrolável. A liberdade só é possível com igualdade e respeito ao outro. É preciso colocar novamente em movimento as engrenagens da civilização.»


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

COLÉGIO DE INHAMBANE - 60.º ANIVERSÁRIO DA ABERTURA DA SECÇÃO LICEAL


COLÉGIO DE INHAMBANE - 60.º ANIVERSÁRIO DA ABERTURA DA SECÇÃO LICEAL   -   19 de Outubro de 1952 - 19 de Outubro de 2012

Em Novembro do ano 2000, realizou-se próximo de Peniche um Encontro dos Veteranos do Colégio de Inhambane. Como o nome indica, o Encontro reuniu os alunos mais antigos da instituição e contou também com a presença das Irmãs Matilde (já falecida) e Olímpia (que Deus a conserve muitos anos entre nós).
A Irmã Matilde confiou-nos pormenores das dificuldades à formação de um Liceu no Colégio de Inhambane, colocadas pelo Governador Geral Gabriel Teixeira e seu Secretário Provincial Juvenal de Carvalho.
Após várias diligências efectuadas em Portugal, foi possível obter a autorização necessária, pelo que, segundo a Irmã Matilde e, mais tarde, confirmado pela Madre Maria Inês (recentemente falecida), a 19 de Abril de 1952 abriu a Secção Liceal do Colégio de Inhambane - faz hoje 60 anos!



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Internet - Sites por ordem de importância (de 11 a 20)

Os "sites" que se seguem são habitualmente considerados também de muito interesse pelos Internautas:

11 - Wordpress   http://wordpress.com/

12 - Bing   http://www.bing.com/

13 - RapidShare   https://rapidshare.com/

14 - Flickr   http://www.flickr.com/

15 - Amazon   http://www.amazon.com/

16 - Ebay   http://www.ebay.com/

17 - Craigslist   http://www.craigslist.org/about/sites/

18 - BestBuy   http://www.bestbuy.com/

19 - Linkedin   http://www.linkedin.com/

20 - British Broadcasting Corporation (BBC)   http://www.bbc.co.uk/

Internet - Os Dez Site Mais Interessantes

Dependendo da preferência de cada pessoa que navega na Internet, há sites que registam mais visitas do que outros.
Habitualmente são considerados estes dez em primeiro lugar:

1 - Google   https://www.google.com/

2 - Yahoo!   http://www.yahoo.com/

3 - Facebook  https://www.facebook.com/

4 - YouTube   http://www.youtube.com/

5 - Live   https://login.live.com

6 - Wikipedia   http://www.wikipedia.org/

7 - Blogger.com   http://www.blogger.com/home

8 - MSN   http://pt.msn.com/?rd=1&ucc=PT&dcc=PT&opt=0

9 - Myspace   http://www.myspace.com/

10 - Twitter   http://twitter.com/   

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Campeonato do Mundo - Fase de Qualificação - Resultados

Campeonato do Mundo - Fase de Qualificação
Realizaram-se nesta terça-feira, 16 de Outubro, 25 partidas de futebol, com vista à qualificação para a Fase Final do Campeonato do Mundo - BRASIL 2014.

RESULTADOS:

Rússia - 1 - 0 - Azerbaijão
Bielorrússia - 2 - 0 - Geórgia
Israel - 3 - 0 - Luxemburgo
Andorra - 0 - 1 - Estónia
Chipre - 1 - 3 - Noruega
Letónia - 2 - 0 - Liechtenstein
Bósnia - 3 - 0 - Lituânia
Croácia - 2 - 0 - País de Gales
Ilhas Faroé - 1 - 4 - Irlanda
Rep. Checa - 0 - 0 - Bulgária
Roménia - 1 - 4 - Holanda
Ucrânia - 0 - 1 - Montenegro
Eslováquia - 0 - 1 - Grécia
Hungria - 3 - 1 - Turquia
Islândia - 0 - 2 - Suíça
Macedónia - 1 - 0 - Sérvia
San Marino - 0 - 2 - Moldávia
Áustria - 4 - 0 - Cazaquistão
Albânia - 1 - 0 - Eslovénia
Alemanha - 4 - 4 - Suécia
Bélgica - 2 - 0 - Escócia
Itália - 3 - 1 - Dinamarca
Espanha - 1 - 1 - França
Polónia - Inglaterra (ADIADO)
Portugal - 1 - 1 - Irlanda do Norte