quarta-feira, 26 de setembro de 2012

LENA FERRAZ - FALECEU HOJE, QUARTA-FEIRA, 26 DE SETEMBRO


LENA FERRAZ ANUNCIA O SEU PRÓPRIO FALECIMENTO NO FACEBOOK:

«Tal como nesta paisagem serena, eu agora estou em paz!
Parti para agora disfrutar de toda a serenidade e descanso que à muito ansiava! A todos os meus amigos muito obrigado pelo apoio e companhia nestes anos de luta! Estarei na Igreja do Forte da Casa a partir das 22h de hoje 26 Setembro. A missa de corpo presente será amanhã às 14h30. A todos um grande beijinho e muita alegria!»





O QUE LENA FERRAZ DIZIA DE SI PRÓPRIA:

«Sou muito irrequieta mesmo quando a malvada quimioterapia me deixa de rastos...

Adoro a Vida mesmo quando ela me prega sustos e me faz ver tudo negro...
Adoro SORRIR e levar alegria a todos...
Adoro fotografia e andar por aí a clicar tudo o que me aparece...
Adoro os amigos, são as minhas pérolas preciosas...
Adoro a minha família e sou uma vovó muito babada...
Adoro... Adoro!!!»

CABO VERDE - Campeonato Nacional

São doze as equipas que disputam o Campeonato Nacional de Futebol da 1.ª Divisão de Cabo Verde:

Acadêmica da Boa Vista (Ilha da Boa Vista)

Associação Académica do Porto Novo(Ilha de Santo Antão)

Académica 83 (Ilha do Maio)

Académica da Brava (Ilha Brava)

- Associação Académica do Fogo (Ilha do Fogo)

Atlético de São Nicolau (Ilha de São Nicolau)

Batuque Futebol Clube (Mindelo, Ilha de São Vicente)

Clube Sportivo Mindelense (Mindelo, Ilha de São Vicente)

Estrelas dos Amadores (Tarrafal, Ilha de Santiago)

FC Juventude (Morro do Curral, Ilha do Sal)

Paulense Futebol Clube

Sporting Clube da Praia (Praia, Ilha de Santiago)

ESPANHA - Manifestações em Madrid - Independência em Barcelona

MADRID - Graves confrontos às portas do Congresso de Deputados
BARCELONA - Desejos de independência da Catalunha

Portada de El País (Spain)

Portada de ABC (Spain)

Portada de El Mundo (Spain)

Portada de La Razón (Spain)

Portada de La Vanguardia (Spain)

http://en.kiosko.net/es/general.html

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

ÁFRICA DO SUL - PREMIER SOCCER LEAGUE

Estas são as equipes que disputam o Premier Soccer League, a Primeira Divisão de Futebol da África do Sul, em 2012:

Ajax Cape Town (da Cidade do Cabo)

AmaZulu Football Club (de Durban)

Black Leopards (de Polokwane, Limpopo)

Bloemfontein Celtic ( de Bloemfontein, Estado Livre de Orange)

Chippa United Football Club (de Nyanga, Cape Town)

Free State Stars Football Club (de Bethlehem, Free State province)

Lamontville Golden Arrows Football Club (de Durban)

Kaiser Chiefs FC (de Soweto, Johannesburg)

Maritzburg United Football Club (de Pietermaritzburg)

Moroka Swallows (de Johannesburg)

Orlando Pirates (de Orlando East, Soweto, Johannesburg)

Platinum Stars Football Club (de Phokeng perto de Rustenburg, North West Province)

University of Pretoria Football Club (de Pretoria)

Mamelodi Sundowns Football Club (de Pretoria)

Supersport United Football Club (de Pretoria)

Wits University Football Club (de Braamfontein, Johannesburg)

GIRABOLA 2012 - ANGOLA

O GIRABOLA é o Campeonato Nacional de Futebol de Angola.
Esta é a lista dos 16 Clubes que disputam o GIRABOLA 2012 e a sua posição na tabela classificativa, após a disputa da 26.ª jornada:

1.º -  Clube Recreativo Desportivo do Libolo 
2.º -  Clube Desportivo Primeiro de Agosto 
3.º -  Kabuscorp Futebol Clube do Palanca 
4.º -  Atlético Petróleos de Luanda 
5.º -  Atlético Sport Aviação (ASA)
6.º -  Grupo Desportivo Interclube (Inter de Luanda)
7.º -  Futebol Clube Onze Bravos do Maquis 
8.º -  Progresso Associação do Sambizanga 
9.º -  Atlético Petróleos do Namibe 
10.º -  Sport Luanda e Benfica 
11.º -  Clube Recreativo da Caála 
12.º -  Grupo Desportivo Sagrada Esperança 
13.º -  Santos Futebol Clube de Angola 
14.º - Académica Petróleos do Kwanda Soyo

15.º - Sporting Clube Petróleos de Cabinda
16.º - Clube Nacional de Benguela

MOÇAMBOLA 2012 - MOÇAMBIQUE

O MOÇAMBOLA é o Campeonato Nacional de Futebol de Moçambique.
Esta é a lista dos 14 Clubes que disputam o MOÇAMBOLA 2012 e a sua posição na tabela classificativa, após a disputa da 20.ª jornada:

1.º - Clube de Desportos Maxaquene
2.º - Clube Ferroviário da Beira
3.º - Clube Ferroviário de Maputo
4.º - Vilankulo Futebol Clube
5.º - Clube de Desportos da Costa do Sol
6.º - Liga Desportiva Muçulmana de Maputo
7.º - Grupo Desportivo Hidroeléctrica Cahora Bassa (HCB Songo)
8.º - Grupo Desportivo Companhia Têxtil do Punguè
9.º - Clube Ferroviário de Nampula
10.º - Futebol Clube do Chibuto
11.º - Chingale de Tete
12.º - Grupo Desportivo de Maputo
13.º - Clube Incomáti de Xinavane
14.º - Clube Ferroviário de Pemba

domingo, 23 de setembro de 2012

Moçambique: a maldição da abundância?

POR: BOAVENTURA SOUSA SANTOS
(PUBLICADO NA REVISTA "VISÃO")

Um autoritarismo insidioso, disfarçado de empreendedorismo e de aversão à política, germina na sociedade como erva daninha.


A "maldição da abundância" é a expressão usada para caracterizar os riscos que correm os países pobres onde se descobrem recursos naturais objeto de cobiça internacional. A promessa de abundância é tão convincente que passa a condicionar o padrão de desenvolvimento. Eis os riscos: crescimento do PIB em vez de desenvolvimento social; corrupção generalizada da classe política; aumento em vez de redução da pobreza; polarização crescente entre uma pequena minoria super-rica e uma imensa maioria de indigentes; destruição ambiental e sacrifícios incontáveis às populações onde se encontram os recursos em nome de um "progresso" que estas nunca conhecerão; criação de uma cultura consumista que é praticada apenas por uma pequena minoria urbana mas imposta como ideologia a toda a sociedade. Em suma, os riscos são que, no final do ciclo da orgia dos recursos, o país esteja mais pobre do que no seu início. Estarão os moçambicanos preparados para fugir a esta maldição da abundância?
As sucessivas descobertas de carvão, gás natural, ferro, níquel, talvez petróleo, anunciam um El Dorado. As grandes multinacionais, como a Rio Tinto e a brasileira Vale do Rio Doce, exercem as suas atividades com pouca regulação estatal, celebram contratos que lhes permitem o saque das riquezas moçambicanas com mínimas contribuições para o Orçamento de Estado (em 2010, a contribuição foi de 0,04%), contaminam as águas, violam impunemente os direitos humanos das populações onde existem recursos, procedendo ao seu reassentamento em condições indignas, com o desrespeito dos lugares sagrados e dos ecossistemas que têm organizado a sua vida desde há centenas de anos.
A Vale é hoje um alvo central das organizações ecológicas e de direitos humanos, pela sua arrogância neocolonial e pelas cumplicidades que estabeleceu com o governo: conflitos entre os interesses do país governado pelo Presidente Guebuza e os interesses das empresas do empresário Guebuza, de que podem resultar graves violações dos direitos humanos, como aconteceu quando o ativista ambiental Jeremias Vunjane, que ia à Conferência da ONU, Rio+20, denunciar os atropelos da Vale, foi arbitrariamente impedido de entrar no Brasil e deportado, ou quando às organizações de direitos humanos é exigida uma autorização do governo para visitar as populações reassentadas, como se estas vivessem sob alçada de um agente soberano estrangeiro.
Há indícios de que os recursos começam a corromper a classe política e que o conflito no seio desta é entre os que "já comeram" e os que "querem também comer". Não é de esperar que, nestas condições, os moçambicanos, no seu conjunto, venham a beneficiar desses recursos. Pode estar em curso a angolanização de Moçambique. Não será um processo linear, porque Moçambique é muito diferente de Angola: a liberdade de imprensa é incomparavelmente superior; a sociedade civil está mais organizada; os novos-ricos têm medo da ostentação, porque ela é zurzida na imprensa; o sistema judicial é mais independente; há uma massa crítica de académicos credenciados para fazer análises sérias, mostrando que "o rei vai nu".
Por outro lado, o impulso para a transição democrática parece estancado. A legitimidade revolucionária da Frelimo sobrepõe-se cada vez mais à sua legitimidade democrática, com a agravante de estar agora a ser usada para fins bem pouco revolucionários; a partidarização do aparelho de Estado aumenta em vez de diminuir; a vigilância sobre a sociedade civil aperta-se sempre que se suspeita de dissidência; mesmo dentro da Frelimo, a discussão política é vista como distração ante os benefícios indiscutidos e indiscutíveis do "desenvolvimento". Um autoritarismo insidioso, disfarçado de empreendedorismo e de aversão à política ("não te metas em problemas"), germina na sociedade como erva daninha.
Ao partir de Moçambique, uma frase de Eduardo White cravou-se em mim: "Nós que não mudamos de medo por termos medo de o mudar". Uma frase talvez tão válida para a sociedade moçambicana como para a sociedade portuguesa e tantas outras acorrentadas às regras de um capitalismo global sem regras.


http://visao.sapo.pt/mocambique-a-maldicao-da-abundancia=f677317